Cefapro

Usuário - faça seu login ou cadastre-se aqui.

Av. José Rodrigues do Prado, nº 96, Cohab Nova, Cuiabá, MT - CEP 78025-413


Intervenções Pedagógicas

18/10/2018

 

Intervenções Pedagógicas da Escola Dr.Mário de Castro - Bairro Pedra 90

Diretor-  Edmilson Freitas
Coordenadores-
Laedson Alves, Katia Lopes, Michele Figueiredo, Maria José, Divino Amauri.  

Formadora Cefapro - Katia A. Arruda Pinto

A Escola Estadual Dr. Mário de Castro, localizada no Bairro Pedra 90, foi criada em 1992 e reconhecida pelo decreto nº 3277/92. A escola é composta por um quadro de 100 profissionais da educação, 59 técnicos administrativos, e com 1.850,00 alunos.

Devido ao expressivo número de alunos matriculados na unidade escolar, os profissionais da escola tiveram que adequar-se a quantidade de alunos. Foi preciso adaptar o espaço (que a escola oferece) para a realização das Intervenções Pedagógicas propostas a partir dos estudos realizados no (pelo) projeto PEFE – Pró Escola Formação Escola. A organização das suas atividades de Intervenções, e os estudos foram realizados mediante os resultados obtidos por meio dos Diagnósticos das Avaliações Externas SAEB-MT e pelas Avaliações Internas.

Constatou- se que alguns alunos que estavam frequentando o 6ºaos 9º anos do ensino fundamental não sabiam ler e nem escrever, e outros do ensino médio, e da EJA, sentiam dificuldades de aprendizagem devido à ausência da leitura. O número de alunos que não haviam sido alfabetizados por razões diferenciadas era bastante expressivo.

Diante do contexto apresentado, os professores da unidade escolar passaram a ter um grande desafio, ou seja, instigar esses alunos a realizarem em contraturno ações interventivas que pudessem solucionar/minimizar suas dificuldades no processo de aprendizagem da escrita e da leitura.

Os gestores juntamente com os professores discutiram alternativas e passaram a objetivar intervenções pedagógicas que levassem esses alunos a construírem um saber a partir  de seu contexto social, e assim, incluir esses alunos no processo de letramento e no desenvolvimento dos objetivos de aprendizagem das disciplinas ministradas em sala de aula,  já que  as dificuldades de aprendizagem enfrentadas por esses alunos afetam seu desempenho em todas as áreas do conhecimento.

O termo “Intervenção Pedagógica” usado pela Formação Continuada tem como objetivo focar nas necessidades de aprendizagem no Diagnóstico realizado. Por ser um termo técnico, muitos alunos, e pais de alunos da referida escola desconheciam essa terminologia“ intervenção” e sentiam dificuldade de estabelecer vínculos com as propostas da aprendizagem. Por isso, o grupo achou melhor usar o termo “reforço escolar” referindo-se às Intervenções Pedagógicas.

Segue o depoimento de uma aluna do 5º ano que não sabia escrever e nem ler e após as intervenções da professora Elaine de Língua Portuguesa a aluna consegue chegar aos objetivos do projeto da escola.  

CLICK AQUI PARA ASSISTIR O DEPOIMENTO

As atividades propostas foram todas direcionadas para sanar as dificuldades que os alunos possuíam para ler e escrever. Foram atividades diferenciadas focadas em exercícios significativos e com propostas inovadoras para que os alunos sentissem engajados no processo.
Então, durante as intervenções os alunos eram envolvidos em atividades lúdicas, como jogos, brincadeiras, trava-línguas, contos, lendas, etc. E com métodos inovadores e interdisciplinares puderam contemplar atividades e habilidades diferenciadas nos conteúdos. Os alunos não desenvolveram atividades somente de ler textos e de decodificar as palavras escritas, mas puderam interagir com o mundo que os rodeiam de forma simples e real. Portanto, para o aluno não basta ler palavras é necessário o letramento, ou seja, adquirir competências para usar essas habilidades em diversas situações.    

No artigo “A Reinvenção da alfabetização”, Soares (2003) lembra que, associada às ideias construtivistas, veio a falsa inferência de que, se for adotada uma concepção construtivista, não se pode ter método, fato que qualifica como “absurdo”, alegando que também é falso afirmar que a criança irá aprender a ler e escrever só pelo convívio com os textos, pois o ambiente alfabetizador não é suficiente. Segundo Soares,(2003) na alfabetização, a grande contribuição é da linguística, que trata das relações entre sistema fonológico e sistema ortográfico, apontando o melhor caminho para a criança se apropriar desses     sistemas          e          suas     relações.
Desse modo, concluímos que alfabetização e letramento são realmente processos distintos, mas que devem ser realizados concomitantemente, a fim de se assegurar uma aprendizagem de qualidade, porém o processo de alfabetização, por ser específico e convencional, precisa ser sistematicamente ensinado e, portanto, merece esforço e dedicação especiais. A alfabetização diluída e inconclusa no processo de letramento, como vem sendo feito, é inaceitável, todavia os resultados das avaliações sobre leitura e interpretação de texto demonstram, hoje, que, além da conduta exclusiva “construtivista”, não conseguir alfabetizar representa incompetência também para letra.

Psicogênese da Língua Escrita: contribuições, equívocos e consequências para a alfabetização. (Onaide Schwartz Mendonça, Olympio Correa de Mendonça)- UNESP

Seguem anexos para a visualização de alguns projetos referentes à alfabetização e letramento dos alunos da referida escola no processo de Intervenções Pedagógicas.

Projeto  Interventivo 01

Projeto  Interventivo 02

Vivências das ações interventivas realizadas na escola.

Projeto Interventivo 03

 

 



Contato
(65) 3637-1037
Av. José Rodrigues do Prado, nº 96,
Cohab Nova, Cuiabá, MT
CEP 78025-413